No Dia Nacional do Medicamento Genérico, assinalado a 8 de julho, importa esclarecer algumas das dúvidas que continuam a existir sobre estes medicamentos. Apesar da sua utilização crescente em Portugal, persistem mitos relacionados com a sua eficácia, segurança e qualidade.
Os medicamentos genéricos contêm a mesma substância ativa, na mesma dose e na mesma forma farmacêutica que os medicamentos de referência. Antes de serem aprovados, têm de demonstrar bioequivalência, garantindo uma resposta terapêutica equivalente e cumprindo os mesmos critérios de qualidade, segurança e eficácia definidos pelas autoridades reguladoras.
O preço mais reduzido é outra das questões que gera dúvidas. No entanto, esta diferença não resulta de uma menor qualidade, mas sim do facto de os fabricantes não terem de suportar novamente os custos de investigação e desenvolvimento do medicamento original.
Como explica Luís Miguel Farias, docente da Licenciatura em Farmácia, “uma das ideias mais persistentes é a de que os medicamentos genéricos são menos eficazes do que os medicamentos de marca. Contudo, isto não corresponde à realidade. Ao demonstrarem bioequivalência, estes medicamentos asseguram uma resposta terapêutica equivalente à do medicamento de referência.”
Além de garantirem tratamentos seguros e eficazes, os medicamentos genéricos contribuem para reduzir os encargos dos doentes e promovem uma utilização mais eficiente dos recursos do Serviço Nacional de Saúde, facilitando o acesso aos cuidados de saúde. Neste Dia Nacional do Medicamento Genérico, reforça-se a importância de combater a desinformação e de promover decisões informadas, sempre assentes na evidência científica.




